Porque escrever sobre à minha mãe...
Quando eu era menina,mamãe ia visitar os doentes da famíllia,dos amigos.Levava-me com ela.Ao chegar na casa visitada,eu ficava brincando nas árvores,comia guloseímas,enquanto a esperava.
Em nossa casa,quem chegasse havia hospitalidade.Tinha calor humano,era alegre,fazia rir com muita facilidade às pessoas.Onde ela estava,o ambiente era de harmonia,agradável onde estivesse.
Trabalhava afincadamente como se fosse uma mulher dos dias de hoje: chegava em casa,ainda abarcava as tarefas do lar.Trabalhou trinta e cinco anos no Banco da Providência,Instituição fundada por Dom Helder Câmara.
Jamais fez,dos filhos e foram quatorze,prisioneiros de seu egoísmo,sempre os cobriu com suas asas de mãe amorosa; todos eram iguais,não cometia exageros quando algum a abandonava por qualquer e justo motivo.Os que ficavam em falta,não permitia que outros irmãos contestassem,falassem mal.
Ela perguntava, por cada um e os queria pertinho dela e compreendia quando não era atendida.
A dor de alguém,ela buscava remédio,fosse do corpo ou do espírito.
Gostava de contar histórias dos antepassados e ensinava-nos a respeitar os tios,primos,amigos.Contava anedotas engraçadíssimas,com graça e muitas risadas.
Às pessoas do seu relacionamento diziam:"Ah,a Maria Prata é uma mulher maravilhosa,não existem pessoas que não a queiram bem"...enquanto viveu, todos,queriam saber dela.É uma lembrança constante para todos, nas rodas em família,amigos.
Hoje,à minha saudade eterna (03-02-1900 +09-07-1998).
Mamãe!
Mamãe,minha mãe!
O ser mais amado do mundo
Passou pela vida
Deixando pegadas...
Cuidava de tudo e não reclamava,
Era assim,minha mãe!
Meu pai,morria de amores,
De ciúmes por ela
Fazia poesia
E recitava pra ela...
Era assim,minha mãe!
Depois,se ria da ousadia
E dizia,Maria,Maria!
Muitas vezes ele insistia
E dizia,Maria,Maria!
Viveram lado a lado
À vida inteira...
Tiveram muitos filhos
Entre altos e baixos...
Era assim,minha mãe!
Era assim,o meu pai!
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